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Dead Feelings

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The thing is, poetry is about dead feelings. We try to live them out through words. We read it again and again hoping it comes alive, again. About us I have nothing left to say, I thought we meant something,  I pictured us somewhere, somehow in the future. I saw us giving hands, kissing our lips, soflty. Now I see no more us. It was it, the look on your face, your discharge, your emptiness, but my emptiness was there too.  We can't be halves of an unmatching puzzle. Riddle me with your insecurity and feed me with your ravenish. Strike me once again, I said it was over but, come,  let's try and suffer, but love me in between.

Equation.

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I count myself on the equation.  No reason for it actually.  Once it hits me I convince myself that does not exist. Life I mean. A person walking along on the street. That person is alone, sometimes lonely,  sounds reaching side to side. It's far from reality, what's reality for all that means? Dynasty of mental issues, love turns into impossibility. What to love when the brain is damaged? Bruises that cannot be seen, only me. Looking fine on the outside, burnt inside. Imagine you. Forget me. See you seeing me. What do you see? Judgement of what you don't know. Incomprehension, stigma, turn again to you, now it's my turn. What do I see?

Vívido.

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Ideias. Ideias de quem sou, do que faço, do que farei. Raras as que ficam e as que sentido querem fazer. Atropelam-se como pássaros por migalhas e embrulham-se num novelo de linhas cruzadas. Que labirinto é este, serei eu, será a vida? Qual mais confusão me faz, de qual me desfaria? Perdida por entre terras e mares de penumbra, uma vida repleta de contraste, sombra e luz, pouco cabe a nitidez. Perde-se definição no que em cor se ganha, porque por mais que se tente, sempre há quem veja sem cor o que de luz se repleta. Mais um se junta a este elenco de perdidos, alma, tormento, corpo, físico mas líquido se vê, que do que pouco se tem para dar a pouco se chega a ter. Mas vívido.

Ignorância.

É impressionante a rapidez com que nos habituamos a ser ignorados e pior, à ignorância de nós mesmos. Noutra perspectiva a demora com que percebemos que não somos mais do que espaço desprezado. Não somos ninguém. Somos ideias, ideias compradas e que deixamos que vendam, que nos vendemos por dia e noite, à espera que a ignorância passe, por que haja um dia em que alguém nos tire desta apatia social, que nos coloque o holofote por cima e diga “reparem”. Até lá percebemo-nos como ignorados e pior, deixamo-nos afundar na ignorância de nós mesmos. Por que pior será a ignorância dos outros ou a nossa? Olho e vejo olhares tão vagos, não livres, apenas vagos de ideias, porque quem as vende deixou de as vender há muito, porque essa pessoa caiu na ignorância dos outros ou pior, na ignorância dela mesma. Pessoas que carregam não mais do que os pertences que a vida as obrigam mas que não se obrigam a elas mesmas a quererem mais, porque talvez tenham querido mais em muito tempo e talvez t...

Que.Me.Dói.

Dói viver sem ti. Dói ver-te a cara nos meus olhos diante, Mas não a sinto mais do que em visão, De ti não me queres mais a ter, de mim queres distância. Acabámos perante existência reles de coração sem noção. Detesto-te, detesto-me por te detestar. Amei-te muito, não posso continuar a amar. Mas amarei, sinto-o aqui dentro. Procuro o que tens em que desconhece, Não saberão que por dentro estou partida, perdida. Há quem ache que jamais vou partir,  Outros acham que rapidamente te substituirei. Verdade que também tu achas e aproveitas saber que continuo aqui,  cansada, e profanada de sentimentos que me esvaziam ao invés de encher. Afasto-me de tudo, deixo fendas isolarem-me, perco amigos. Crio espaços para mais espaço ficar, não me apetece intimidade. Mil carícias ficaram feitas para ti, mil beijos na tua boca. Perdidos no passado, tempo que consigo quase tocar mas falha-me nas mãos. Tento agarrar, tão palpável imagino ser, mas falha-m...