I remember the day before I left You didn't look me in the eyes the entire day I felt alone, unseen, like a burden I could feel you hating my guts Stare fixed on something that was not me Chance to run, if you just could Day passed in sufferance, static movements We went to that place, you hated everything I was alone, looking at anyone but you People were not people they were background If they couldn't stop this I couldn't stop this Why would you hate me Day passed and you asked for a place to go A place to terminate the insufferable hours left I asked "what about that place we once went" No glance You took us there, no questions We entered we sat we ordered Silence Then you looked at me and caressed my face
Nunca pensas que vais ser aquela pessoa. Vês pessoas a serem-no e tens pena, Vês pessoas a sofrerem por isso mas achas que tu não vais sofrer nunca por esse motivo. Pensas-te ser intocável, que sabes e vês e por isso não sentes que um dia podes ser tu. Mas um dia tão simples como uma sexta-feira passas a ser essa pessoa. O mundo pára, eu sei que pára, pelos menos para ti e a partir desse momento vem tudo em câmera lenta. Vais tratar-te mal, vais desleixar-te, vais acima de tudo deixar de confiar, é inevitável. Importante é saber que tudo passa, tudo se transforma e sim transformar esta dor é a chave. Transformar esta dor em algo tão simples como a tua força interior, saberes que ninguém é te teu merecido na medida em que nasceste para ser merecido por alguém. As pessoas não se merecem elas ajeitam-se por necessidade, e quando a necessidade deixa de existir acabamos todos neste paralelo de realidade. Deixar de existir é antónimo para quem está vivo e por isso é tão difícil a...
Adivinha. Estás na merda outra vez. Telemóvel virado ao contrário. Não às notificações. Não a querer fazer parte. Egoísta, mas quero dar parte de mim a quem? Quem quer parte disto? Olho o vazio de frente, prefiro ver que não há nada. Nada é melhor do que rostos, à espera. À espera de mim, cortada ao meio, e meio cortado aos meios. Existência a doer, está tudo morto, letras se formam, frases de dor, leitura entorpecida. Sou eu? Eu sou isto? Finjo a minha morte, mas só na minha cabeça. Para os outros existo, para mim existo com dor. Existir com dor, que tormento, que sina. Que merda. Sou a melhor a esconder, escondo desde pequena. Sorrio, participo, transformo-me mas sozinha. Sozinha sou pó. Varram-me me daqui. Levem-me suavemente, façam-me transportar por ventos. Sentir a leveza de mim mesma. Ver céus de esperança, flutuar de mim mesma. Acabar com um sorriso eterno.
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