Fecho os olhos, a respiração interrompe-me. Estou viva para que conste e nada mais importa, Mas assim que abro os olhos e vejo que existo tudo perde a magia, Eu volto a saber quem sou. Quem sou mais do que conto aos outros, O que represento como ideia esvazia-me, Sou contínua peça de amostra. Por vezes cheia de confiança, repleta de passos largos, A maior parte das vezes carro em descarrilamento, Reduzo-me a nada. Se o tempo desaparece parece que nunca passou. Só vejo não faço parte, Alguma vez fiz? Tempo é noção de se estar, Pois o tempo a mais ninguém obedece. Se existo nesta vida existo sem forma, Sem ideia, ideias criaram-se. Transformo-me à medida da vida, Vejo vida, passo momentos. Talvez seja isto que seja viver, Perdida, não encontro lugar em mim, não me salvo. A salvação dificilmente se acha, por vezes emerge do que sou. E torno-me mais do que fui, salvo quem está a minha volta, Vejo que é possível chegar aí. Vivemos tod...
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A mostrar mensagens de março, 2026